terça-feira, 10 de maio de 2011

Paradoxo...


O paradoxo do nosso período na história
é que temos prédios maiores,
mas temperamentos mais curtos;

Estradas mais largas,
mas pensamentos mais estreitos;

Gastamos mais e temos menos!
Compramos mais e aproveitamos menos!

Nossas casas são maiores e nossas famílias menores!
Temos mais conveniências, porém menos tempo!
Temos mais estudos e menos bom senso!
Mais conhecimentos e menos capacidade de julgamento!
Mais especialistas e mais problemas!
Mais remédios e menos saúde!

Bebemos demais, fumamos demais, gastamos demais,
rimos de menos, dirigimos com demasiada velocidade...
Perdemos com facilidade a paciência!

Dormimos muito tarde, levantamos com o corpo quebrado...
Lemos pouco, assistimos mais TV e rezamos menos!

Multiplicamos as nossas posses,
mas reduzimos o seu valor!

Falamos demais, amamos de menos e odiamos muito.
Aprendemos como ganhar a vida, mas não como viver.

Adicionamos mais quantidade de anos às nossas vidas
e menos qualidade de vida aos nossos anos.

Fomos à Lua e voltamos,
mas temos dificuldade em atravessar a rua,
para falar com o nosso novo vizinho.

Conquistamos o espaço exterior, mas não o interior.
Fizemos coisas maiores, mas nem sempre melhores.

Às vezes limpamos o ar, mas poluímos as almas.
Conquistamos o átomo,
mas não os nossos preconceitos.

Escrevemos mais e aprendemos menos!
Planejamos mais e conseguimos menos!
Aprendemos a correr, mas não a esperar!

Construímos cada vez mais computadores,
para armazenar mais informações e produzir mais cópias!

Para pensarmos um pouquinho mais...
Alainy Dace

sábado, 7 de maio de 2011

REDES SOCIAIS ALIADAS Á EDUCAÇÃO: em prol de um ensino mais dinâmico, interativo e de qualidade.

Cada vez mais presentes no dia-a-dia das pessoas como meios de entretenimento,  diversão e também de interação e até de informação, as redes sociais vem ocupando um espaço cada vez maior na vida dos usuários e despertando interesse não somente por parte dos adolescentes, como também de pessoas de outras faixas etárias, de empresas de pequeno, médio, grande porte, incluindo até multinacionais que vêem nas redes sociais um espaço tanto para conhecer o perfil de clientes e empregados, quanto para divulgar produtos, atingindo assim uma parcela maior de consumidores.
            As áreas onde as redes sociais estão presentes são as mais diversas, mas dentre essas diversas áreas, uma que suscita grande debate e discussão sobre a utilização ou não em seu ambiente é a educação. O fato de serem o meio de comunicação e até de escrita, preferidas pelos jovens, faz com que se cogite a incorporação e utilização delas no ambiente escolar como forma de motivar alunos a se interessar por assuntos ensinados e abordados na sala de aula, promovendo dessa forma, maior interatividade entre professores e alunos.
            Mas, tal incorporação e utilização dessas redes ainda não é vista com bons olhos por muitos educadores que questionam os possíveis benefícios que essas poderiam trazer a educação. Para muitos educadores, as redes sociais mais deseducam do que educam os jovens, pois nelas, os estudantes praticando o internetês se esquecem do cuidado que se deve ter na hora de escrever, abreviando e escrevendo palavras de qualquer jeito, além de acessarem conteúdos nada educativos.
            Porém, se há os que discordam sobre incluí-las como ferramentas pedagógicas, há também pesquisadores e educadores que defendem, incentivam, usam e garantem que elas proporcionam um ensino inovador e contribuem para um melhor processo educacional interativo e dinâmico.
            Segundo esses defensores, uma das maiores constatações a favor das redes sociais, é que, nunca antes em toda a História, os estudantes e as pessoas de um modo geral escreveram tanto. Quanto ao argumento de que nessas redes a escrita praticada é oposta a ensinada em sala de aula, muitos pesquisadores e educadores embora reconheçam que é um fato, afirmam que tal argumento não justifica a rejeição, pois tal escrita é relativa a determinado meio e os estudantes sabem diferenciar situações em que podem ou não empregar o tão polêmico internetês. Em relação a acesso a conteúdos inadequados, um educador bem preparado saberá lidar com a situação, orientando e direcionando os alunos ao foco desejado, afirmam.
            Tentando medir em números o alcance e poder das redes sociais, pesquisadores que analisam o fenômeno das redes afirmam que elas já são mais populares que os e-mails. Mesmo sem ter o conceito formulado, a maior parte da população participa de alguma rede. Seja ela profissional, de relacionamento ou educacional. E a tendência é aumentar. O estudo divulgado pela Nielsen, em março de 2009, afirma que o tempo de navegação em redes sociais e blogs cresceu a uma taxa três vezes maior que a média geral da internet. Enquanto o tempo na web em geral aumentou 18%, entre 2007 e 2008, o tempo dedicado aos sites sociais cresceu 63%, chegando a 45 bilhões de minutos.
        A IBM já está de olho nesse seguimento, tentando antecipar futuras demandas encomendou uma pesquisa pelo seu Institute for Business Value (IBV). E o resultado foi: dentro de quatro anos, 90% do consumo de banda larga do tráfego da internet serão direcionados para as redes sociais. As aplicações que deverão crescer na carona desse novo mercado são a TV pela internet, com aumento de 104%, seguida pelas comunicações por vídeo (44%), games (30%) e a telefonia via internet banda larga, ou o VoIP, com 24%.
        Em janeiro de 2011, o Orkut fez sete anos. E se consolida como o site mais acessado do Brasil e a rede social preferida pelos brasileiros, fato que não acontece em outros países. De acordo com uma pesquisa da Nielsen, 80% dos internautas brasileiros navegam por esse tipo de site, média superior à de países como Estados Unidos (67%) e Suíça (51%). Sem falar no tempo. Passamos um quarto do tempo online em sites de relacionamento das redes sociais - três vezes mais que os britânicos.
      Segundo um estudo da empresa e.Life que atua no mercado de monitoramento de Redes Sociais há tempos, baseado no fato do Facebook ter ganho a liderança na Índia, até então do Orkut, estima que no Brasil em 2011 isso também aconteça. Mas muita calma nessa hora. Vamos por partes.
       Em 2010 o Brasil ganhou oito milhões de novos internautas. Em uma hipótese, se 100% dessa nova base se cadastrasse no Facebook e não no Orkut, ainda sim, o Orkut ganharia de lavada do Facebook no Brasil. No mundo, o Facebook passou os 500 milhões de usuários; o Orkut chega a 90 milhões. No Brasil, o Orkut está com cerca de 30 milhões de usuários e o Facebook em torno de 10 milhões, ou seja, o Facebook tem 33% dos usuários do Orkut, O MSN continua firma na lideranças dos mensageiros instantâneo no Brasil e no mundo, a rede social em formato de micro blog Twitter também se mantém líder entre os micro blogs com um crescimento constante aqui e no restante do mundo.           
            Ignorar essas estatísticas sobre as redes sociais e suas possíveis contribuições benéficas para a educador é no mínimo questionador, mas para quem ainda não se dá por convencido, achando que associar uma coisa a outra é ideia de brasileiro que não entende nada de educação é bom rever seus conceitos e tomar nota que não é apenas no Brasil que a incorporação das redes sociais na educada é defendida. Segundo uma notícia, publicada pouco tempo atrás pelo jornal britânico "The Guardian", mostra-se como as redes sociais estão cada vez mais se aproximando da Educação. Nela, Jim Rose, ex-chefe de Ofsted (órgão criado em 1992 para inspecionar o padrão das escolas e professores na Inglaterra), que foi nomeado pelo governo britânico para revisar a grade curricular do ensino primário da Inglaterra, propõe Twitter e Wikipedia como disciplinas do currículo escolar.
           O currículo proposto por Rose dá ênfase a disciplinas tradicionais como História, Matemática e Inglês, mas inclui o estudo dos meios de comunicação modernos como Twitter e Wikipedia, além da Educação Ambiental. Além disso, a mudança deve proporcionar aos professores maior liberdade para escolher que tipo de aula é a mais indicada para manter o interesse e a concentração dos alunos. Ainda segundo um documento ao qual o jornal "The Guardian" teve acesso, o objetivo é que os alunos deixem a escola primária familiarizados com o universo dos blogs, podcasts e redes sociais. Os pequenos deverão também aprender a utilizar, com desenvoltura, o teclado do computador e o corretor ortográfico. Se aprovadas, estas novidades serão a maior mudança no ensino primário inglês em uma década.

            Voltando à questão ao âmbito brasileiro, o pesquisador do Núcleo de Informática Aplicada à Educação (Nied) da Unicamp, José Armando Valente, em entrevista recente a um grande portal de notícias online (Ultimo Segundo) e divulgada por outros web sites, afirma que As redes sociais, como o Twitter, o YouTube e o Flickr, podem e devem entrar nas salas de aulas como ferramentas de uso pedagógico. Segundo o pesquisador, a aplicação das redes sociais à educação é viável e proveitosa, bastando para tal, se ter a preocupação de que as ferramentas não sejam usadas apenas como um apêndice das aulas, mas que haja uma orientação sobre o conteúdo consumido e gerado para a rede dentro das escolas: “Se não tiver alguém orientando, não é pedagógico afirma o pesquisador. Analisando a afirmação, chega-se a conclusão que ao contrário do muitos pensam o uso das redes e outras aplicações tecnológicas não dispensa nem deixa o professor em segundo plano, pelo contrário, o torna ainda mais essencial como principal fonte de orientação tendo uma grande gama de recursos à disposição.
            Sem dúvidas, utilizar as redes sociais com consciência e de forma educativa é uma maneira de aprofundar em assuntos diversos, formar opinião e interagir com pessoas, pois as mesmas além de ser uma ferramenta de informação, são um meio de expressão “sem censura como podemos constatar recentemente na grande mobilização da população do Egito, para derrubar o presidente que estava no poder há quase 30 anos, através das redes sociais – Twitter e Facebook e com um protesto feito através do Twitter na Jordânia, o qual mobilizou centenas de assinaturas virtuais em combate ao desmatamento. Fatos como esses mostram o poder que as redes sociais têm e se aliadas à educação poderão gerar uma verdadeira revolução em prol de um ensino mais dinâmico, interativo e de qualidade.
Gilvan Pereira da Silva Lima/07/05/2011.










































O PREÇO DE SER DIFERENTE

Um romance ditado por Leonel. Um romance espírita que narra de forma impressionante a evolução do espírito.
E através de relatos da vida dos personagens, nos ensina sobre preconceito, perdão, aceitação, destino e principalmente nos ensina a aprender com os fatos difíceis que acontecem em nossas vidas.
Um Romance com assuntos atuais, que mostra a dificuldade vivida pelos preconceituosos, por ter que manter acima de tudo, a sua idéia fixa sobre o homossexualismo. E as dificuldades dos homossexuais que sofrem por serem julgados, incompreendidos e desrespeitados, apenas pelo simples fatos de ter uma opção sexual diferente.
NA SUA OPINIÃO
O QUE VOCÊ ACHOU DA OBRA ? E NA SUA OPINIÃO, EXISTE NA VIDA REAL CASOS COMO O DO PERSONAGEM ROMERO? COMENTE.
 
Renato Izídio

sexta-feira, 6 de maio de 2011

TERRA ADORADA
                                                                                                         Letícia de Oliveira

Brasil,quanta beleza há neste país
seus habitantes nativos eram um povo feliz
mas se surpreenderam com a chegada dos europeus forasteiros
que desembarcaram à praia, e estabeleceram seu reino;

O tempo passou, a terra adorada se desenvolveu
e o povo brasileiro não é índio nem europeu
a diversidade de povos, raças, e culturas são uma riqueza
que formou essa gente de coração alegre e singular beleza;

Uma terra fértil com riquezas sem igual
sua maravilhosa fauna é uma diversidade tal
são tantas espécies de norte à sul, de leste à oeste
para brasileiros e turistas a natureza sempre resplandece;

De seus rios e nascentes jorram águas cristalinas
e também das cachoeiras que caem lá de cima
que riqueza é a flora deste país encantado
nos montes e vales, caatingas e cerrados;

Essa terra de palmeiras, outra igual nunca ví
tem manga, mangaba, tem caju e pequí
maracujá, pitanga, cupuaçu e açaí
Brasil, pátria amada quanta surpresa há em tí;

No Brasil que hoje vejo também há muitas cidades,
construções e edifícios com a nossa identidade
só um país assim tão grande geograficamente
comportaria tantos bichos, plantas, carros e gente;

Hoje vê-se um Brasil conhecido internacionalmente
por sua natureza encantadora e sua beleza resplandecente
ou por suas cidades maravilhosas, e pelo talento de sua gente
Brasil, pra descrever sua grandeza as palavras não são suficientes.

Fácil X Difícil

Falar é completamente fácil quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.

Difícil é expressar por gestos e atitudes, o que realmente queremos dizer...

Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ela deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas horas e dizer sempre a verdade quando for preciso.

Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre ela...
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer.

Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração...

Fácil é ver o que queremos enxergar.

Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto...

Fácil é dizer "oi", ou "como vai ?"

Difícil é dizer "adeus"

Fácil é perguntar o que deseja saber.

Difícil é estar preparado para escutar esta resposta...
Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.

Difícil é sorrir com vontade de chorar ou vice-versa...

Fácil é beijar.

Difícil é entregar a alma.

Fácil é ditar regras.

Difícil é segui-las...

Fácil é sonhar todas as noites.

Difícil é lutar por um sonho...

Fácil é exibir sua vitória a todos.

Difícil é assumir a derrota com dignidade...

Fácil é viver o presente.

Difícil é se desvencilhar do passado...

Fácil é tropeçar em uma pedra.

Difícil é levantar de uma queda, todo machucado...

Fácil é rezar todas as noites.

Difícil é encontrar Deus nas pequenas coisas.

Desconheço o autor

Acredite., você pode...
Você é capaz...
Só depende de você...

Alainy Dace Almeida

terça-feira, 3 de maio de 2011

PRECONCEITO LINGÜÍSTICO E EXCLUSÃO SOCIAL : A SOCIOLINGÜÍSTICA COMO CIÊNCIA INCLUSIVISTA

    Ciente que devemos escrever nossas próprias postagens, mas também, sempre que propicio e proveitoso postar textos, pesquisas, trabalhos, artigos e outras publicações científicas de outrem que enriqueçam e ampliem nosso conhecimento e nos sirvam como subsídio e embasamento para futuramente escrevermos nossas próprias publicações, divulgando nossas pesquisas e apresentando nossas conclusões sobre os temas abordados, trago e posto hoje, uma publicação muito interessante envolvendo e apresentando a sociolingüística como um instrumento que pode contribuir e muito para a inclusão das pessoas com deficiência, focando especialmente pessoas com deficiências físicas ou sensoriais que apresentam alterações na fala.   

     Para muitos, pode parecer duas realidades afastadas já que, a fala de pessoas cujo falar se apresenta fora dos padrões lingüísticos ditos normais ocasionadas por deficiência físicas e/ou sensoriais não se enquadraria dentro do campo de estudo da sociolingüística que estuda a relação entre língua e sociedade, levando em conta as variedades lingüísticas dos falantes.

Variedades lingüísticas essas geradas por fatores como diferenças culturais, sociais, de nível escolar geográficas, de faixa etária de gênero dentre outros, mas não por deficiências que geram alterações fonológicas na fala ou mesmo comprometimento da mesma, a fonoaudiologia ciência medicinal relacionada à voz e a fala, se encarregaria desses casos, tratando de estudá-los explicá-los. 

     Porém, se, inicialmente a sociolinguitística não se dedicava ao estudo social desses casos por vê-los como alterações ou mesmo anomalias da língua classificando-os por isso como domínio e responsabilidade da medicina, atualmente sob á luz da inclusão, ela em seus estudos sociolinguistíco sobre a língua e a diversidade que a compõe, adota uma nova visão sobre o tema e avança englobando peculiaridades lingüísticas não apenas de usuários de variedades lingüísticas oriundas de questões diafrásticas, diatópicas como também de deficiências físicas e sensoriais centrando não os aspectos pertencentes à medicina, mas focando o aspecto social, visando como nos demais casos, esclarecer e combater o preconceito sociolinguístico de que não alvos pessoas que expressam um falar diferente.

    Após pesquisar e encontrar algumas publicações sobre como a sociolingüística pode contribuir para a inclusão das pessoas com deficiência, posto a primeira delas cujo titulo é:

PRECONCEITO LINGÜÍSTICO E EXCLUSÃO SOCIAL
A SOCIOLINGÜÍSTICA COMO CIÊNCIA INCLUSIVISTA                                     publicada pelos educadores Helio Ferreira Orrico (UENF UERJ) e Edicléa Mascarenhas Fernandes (UERJ)

na qual eles focam o contexto da inclusão social a partir de aspectos ligados ao preconceito lingüístico vivenciado no cotidiano escolar o que é muito oportuno, pois quem é educador ou ligado a área da educação sabe que o professor seja qual for à disciplina que ministra encontra e vivencia frequentemente situações nas quais a norma padrão seja a desejada e ensina se expressam alunos com diferentes variedades linguísticas.

      Com a inclusão nas salas de aula de alunos com deficiência, alguns apresentando dificuldade em se comunicar devido á limitações na fala oral ou mesmo ausência dessa, conhecer novas formas de se comunicar se faz ainda mais necessário, não só para estabelecer dialogo entre professor e aluno, como também preparando o educador a combater qualquer tipo de discriminação e preconceito, incluindo o preconceito linguístico, apresentando a sociolingüística como   uma ciência que muito poderá contribuir nesse sentido como afirma o artigo posto logo abaixo íntegra com o nome da obra, dos autores e referências  bibliográficas.         



Gilvan Pereira da Silva Lima.





PRECONCEITO LINGÜÍSTICO E EXCLUSÃO SOCIAL
A SOCIOLINGÜÍSTICA COMO CIÊNCIA INCLUSIVISTA

Helio Ferreira Orrico (UENF UERJ)
Edicléa Mascarenhas Fernandes (UERJ)



INTRODUÇÃO

O presente trabalho aborda os estudos voltados para o contexto da inclusão social a partir de aspectos ligados ao preconceito lingüístico vivenciado no cotidiano escolar. Neste espaço, muitas vezes desconsideram-se os aspectos diatópicos e diafrásticos das variações lingüísticas, que influenciam os contextos avaliativos dos alunos e, conseqüentemente, seus rendimentos acadêmicos.

Dialogaremos com autores da sociolingüística, mais especificamente com William Labov. Para argumentar a favor de um contexto educacional inclusivo, tratamos a inclusão educacional em dois sentidos: um primeiro que aborda os aspectos diatópicos e diafrásticos da língua e outro que discute especificidades ligadas às dificuldades de linguagem. Tendo em vista a discriminação pelo uso de variações lingüísticas, ou ainda por uma condição de fala ou escrita alterada por condições orgânicas, a pessoa com deficiência é dupla ou triplamente discriminada. Neste sentido, a pesquisa em questão aponta a inclusão social no sentido amplo.

Argumentamos a favor do uso de uma norma culta que considere a existência de variações lingüísticas e ainda no entremeio a existência de condições orgânicas que se constituem como características diversas de fala e escrita, estabelecendo um mosaico. O uso da norma culta convive com condições de fala e escrita singulares, uma diversidade social que é real no contexto da escola. Não defendemos o abandono do uso da norma culta, o que é indefensável; como também não negamos a existência e influência de variantes lingüísticas e de condições físicas, mentais ou sensoriais que repercutem nos contextos de língua e linguagem.



A SOCIOLINGÜÍSTICA E MINORIAS

Desde os anos 60, quando o termo Sociolingüística surgiu e se consolidou nos meios acadêmicos, opera-se a noção de que há um vínculo bastante perceptível entre linguagem e sociedade. Abordar a linguagem na nua natureza intrínseca passou a significar a abordagem de sua relação com o social. Buscando antecedentes desta relação, encontramos em Labov (1963, apud Camacho, 2000), Fischman (1973, apud Alkmin, 2000), Bourdieu (apud Camacho, 2000) teorias que, de uma forma ou de outra, confirmam esta relação como questão central deste campo de investigação. Assim, mesmo sujeitas a inúmeros pontos de vista e de métodos, as teorias sobre a relação linguagem–sociedade atentam para um requisito que já se tornou senso comum entre estudiosos da linguagem, especialmente aqueles que atuam nas disciplinas nas quais a Lingüística se coloca como ciência piloto.

Feitas estas ponderações iniciais, abordaremos o cerne da questão da inclusão social, hoje, em uma das suas especificidades: a discussão da sociedade no seu caráter excludente, o que faz da legislação um vasto campo de revisões, naquilo que a lei não acoberta. Para procedermos a uma reflexão sobre o papel dos projetos de inclusão social naquilo que concerne ao campo da prática educacional, ou seja, nos direitos de cidadãos à educação, incluiremos na nossa pauta teórica a diversidade de variantes sociais como campo de atuação da Sociolingüística como ciência que se ocupa dos fenômenos variacionais da linguagem. Assim, a prática educacional, como prática de interlocução, requer a preservação do caráter sócio-identitário dos sujeitos envolvidos neste processo (a saber, alunos, professores, gestores da escola como instituição) já que, na diversidade social de sujeitos estão inclusos seus bens lingüísticos, inalienáveis da pessoa, na interação social. Acontece que, dentre os itens sócio-identitários de que falamos a sociedade de direito se informa das condições sócio e psicofísicas de cidadãos, cujos direitos não estão plenamente atribuídos, haja vista a própria legislação especial que acoberta as chamadas minorias.

De um modo geral nos aproximamos de aspectos psicopedagógicos relacionados com o ensino da variedade padrão e da ocorrência de variações lingüísticas diversas, no que se refere à língua portuguesa e ao processo de escolarização, constituindo-se assim em um instrumento basilar a consideração da Sociolingüística para o entendimento das questões acerca das dificuldades de aprendizagem.

Como perspectiva teórica foram utilizados Labov (1979), segundo o qual a língua é o resultado de fenômenos sócio-variacionais; (Alkmin, 2000; Camacho, 2000) para as discussões específicas relacionadas aos vínculos entre linguagem e sociedade, como base da constituição do ser humano.

Em cada época as teorias lingüísticas definem a seu modo a natureza e as características relevantes do fenômeno lingüístico. E, evidentemente, a maneira de descrevê-lo e de analisá-lo.

A Sociolingüística emerge então como um campo interdisciplinar de conhecimento entre a Etnolingüística, a Psicolingüística, e incluirá o sujeito, aquele que age socialmente na e por meio da língua, construindo o conceito de linguagem como atividade social – alguma coisa como “somos, em parte, em função de como falamos”.

Nos domínios de uma Sociolingüística, já batizada como disciplina da Lingüística a partir de um Congresso realizado por William Bright, em 1964, na Universidade da Califórnia, tem-se um objeto de investigação mais delimitado. Bright, em seus estudos, propõe que ela deve demonstrar a covariação sistemática das variações lingüística e social; relacionar as variações lingüísticas observáveis em uma comunidade às diferenciações existentes na estrutura social desta mesma sociedade. O objeto de estudo da Sociolingüística passa assim a ser a diversidade lingüística, que se relaciona com: a identidade social do emissor, que envolve dialetos de classes sociais, falas femininas e masculinas, a identidade social do receptor, o contexto social, os estilos formal e informal, bem como o julgamento social distinto que os falantes fazem do próprio comportamento lingüístico e dos outros, as atitudes lingüísticas.

Segundo Camacho (2000) no plano sincrônico, não existe nenhuma relação de causalidade entre o fato de nascer em uma determinada região, ser de uma classe social determinada e falar de uma certa maneira. Podemos descrever as variedades lingüísticas a partir de dois parâmetros básicos: a variação geográfica (ou diatópica) e a variação social (ou diastrática).

A variação geográfica ou diatópica está relacionada às diferenças lingüísticas distribuídas no espaço físico.

Já a variação social ou diastrática relaciona-se a um conjunto de fatores que têm a ver com a identidade dos falantes e também com a organização sociocultural da comunidade de fala. Assim, teremos variações de natureza social como classe, idade, sexo, situação ou contexto social.

Aprende-se a falar na convivência. Mas, mais do que isso, aprendemos quando devemos falar de um certo modo e quando devemos falar de outro. Os indivíduos que integram uma comunidade precisam saber quando devem mudar de uma variedade para outra. Segundo este autor, os membros de qualquer comunidade adquirem lenta e inconscientemente as competências comunicativa e sociolingüística, com respeito ao uso apropriado da língua.

Às variações lingüísticas relacionadas ao contexto chamamos de variações estilísticas ou registro. Os parâmetros de variação lingüística são diversos: no ato de interagir verbalmente um falante utilizará a variedade lingüística relativa a sua região de origem, classe social, idade, escolaridade, sexo, ou ainda, acrescenta-se sua condição adaptativa de origem (como no caso da pessoa surda).

Em qualquer comunidade de fala, podemos observar a coexistência de um conjunto de variedades lingüísticas. Ela se dá no contexto das relações sociais estabelecidas pela estrutura sociopolítica de cada comunidade. Na realidade objetiva da vida social, há sempre uma ordenação valorativa das variedades lingüísticas em uso, que reflete a hierarquia dos grupos sociais. Em todas as comunidades, contudo, existem variedades que são consideradas superiores e outras inferiores: trata-se da intervenção de dados e circunstâncias exteriores à língua (como o domínio classista) interferindo em sua validação. Como afirma Gnerre (apud Camacho, 2000): “uma variedade lingüística vale o que valem na sociedade os seus falantes, isto é, vale como reflexo do poder e da autoridade que eles têm nas relações econômicas e sociais”.

A variedade padrão de uma comunidade também chamada norma culta ou língua culta não é a língua por excelência. Sendo assim, a variedade padrão é o resultado de uma atitude social ante a língua, que se traduz, de um lado, pela seleção de um dos modos de falar entre os vários existentes na comunidade e, de outro, pelo estabelecimento de um conjunto de normas que define o modo “correto” de falar. A variedade padrão coincide com a variedade lingüística falada pela nobreza, pela burguesia e pela classe dominante.

Fischman (1970, apud Camacho 2000) define padronização – tratamento social característico da língua – quando há diversidade social. A definição de uma variedade padrão representa o ideal da homogeneidade em meio à realidade concreta da variação lingüística – algo que por estar acima do corpo social representa o conjunto de suas diversidades e contradições. A padronização é sempre historicamente definida. Por exemplo, o que atualmente denominamos como forma incorreta na escrita de alunos que estão iniciando o processo de escrita em outros momentos já foi norma culta, como no texto exposto a seguir da lei 601 de 18 de dezembro de 1850 que dispõe sobre as terras devolutas do Império Este forma textual figura na página oficial da presidência da república:

Art. 2º Os que se apossarem de terras devolutas ou de alheias, e nellas derribarem mattos ou lhes puzerem fogo, serão obrigados a despejo, com perda de bemfeitorias, e de mais soffrerão a pena de dous a seis mezes do prisão e multa de 100$, além da satisfação do damno causado. Esta pena, porém, não terá logar nos actos possessorios entre heréos confinantes. Paragrapho unico. Os Juizes de Direito nas correições que fizerem na forma das leis e regulamentos, investigarão se as autoridades a quem compete o conhecimento destes delictos põem todo o cuidado em processal-os o punil-os, e farão effectiva a sua responsabilidade, impondo no caso de simples negligencia a multa de 50$ a 200$000.

Este texto demonstra a riqueza evolutiva da língua, demonstrando que a norma padrão também acompanha movimentos sócio-históricos. Ao invés do iniciante no processo do letramento receber uma avaliação como incompetente para a fala e escrita padrão atual, deve o professor levá-lo a perceber que seu padrão de escrita e a função social da mesma e partir daí introduzi-lo no uso da norma padrão do contexto social.

Toda a língua é adequada à comunidade que a utiliza; é um sistema completo que permite a um povo exprimir o mundo físico e simbólico em que vive. Não existem também sistemas gramaticais imperfeitos. Seria um contra-senso imaginar seres humanos com uma “meia língua”. Não existem variedades lingüísticas inferiores.

Para a Sociolingüística, a natureza viável da língua é um pressuposto fundamental, que orienta e sustenta a observação, a descrição e a interpretação do comportamento lingüístico. A não aceitação da diferença é responsável por numerosos e nefastos preconceitos sociais e, neste aspecto, o preconceito lingüístico tem um efeito particularmente negativo. A intolerância lingüística é um dos comportamentos sociais mais facilmente observáveis, seja na mídia, seja nas relações sociais cotidianas, seja nos espaços institucionais.

A homogeneidade lingüística é um mito, que pode ter conseqüências graves na vida social. Pensar que a diferença lingüística é um mal a ser erradicado justifica a prática da exclusão e do bloqueio ao acesso a bens sociais. Trata-se sempre de impor a cultura dos grupos detentores do poder (ou a eles ligados) aos outros grupos – e a língua é um dos componentes do sistema cultural. A existência de uma variedade padrão, que desloca todas as outras variedades lingüísticas e cria um contexto de relações assimétricas entre falantes de uma comunidade, é um exemplo objetivo dessa questão.

A perspectiva inaugurada por Labov pretendeu: não há fronteira nítida entre o sistema lingüístico e seu uso; ao contrário, tudo que se tem, como objeto de estudos, é a manifestação da linguagem no contexto social e, sobretudo, em situações informais.



LINGUAGEM E ESPAÇO ESCOLAR

A natureza discriminatória que a linguagem pode assumir, em função da variação lingüística e dos mecanismos de estigmatização, leva-nos professores e pesquisadores a refletir sobre a questão que mais nos afeta: em que grau o processo de ensino da língua materna contribui para o agravamento ou para a simples manutenção das situações de exclusão, como a que expusemos anteriormente, a que está sujeita a população socialmente marginalizada?

A tradição pedagógica replica que, na prática de quem educa, há uma e somente uma língua correta e eficaz a todas as circunstâncias de interação. Essa variedade de linguagem é, com efeito, uma forma institucionalizada de imposição e que, por isso, adquire o direito de ser a língua, restando às demais variedades cuidados repressivos. Pode-se dizer, então, que, da fusão numa coisa só e indiscriminada de língua e variedade, a norma acaba passando por um padrão neutro e universal, modo de existência próprio dos mecanismos tipicamente ideológicos. As marcas são fortes e profundas.

O sentimento de aversão que a pedagogia da língua cria é de tal monta que os danos podem ser irreversíveis. A ignorância da variação lingüística constitui um dos desafios psicopedagógicos contemporâneos, como os estudos realizados por pesquisadores que identificaram muitos alunos avaliados como deficientes mentais, fazendo-os freqüentar classes especiais, por tratarem variações lingüísticas como “déficit cognitivo”.

Com já vimos, o princípio da heterogeneidade não é um aspecto secundário e acessório da estrutura da linguagem; é, pelo contrário, uma propriedade inerente e funcional. Desse modo, a capacidade de operar uma seleção entre formas alternativas possíveis, conforme as circunstâncias sociais da interação, é um dos atributos mais relevantes da competência comunicativa do falante.

Há uma oposição entre um modelo da diferença verbal e um modelo da deficiência verbal. O modelo da deficiência considera diferenças verbais como desvios da norma culta, que, como vimos, está mais próxima das classes mais privilegiadas. O modelo da diferença considera que a variedade dos grupos socialmente marginalizados é um sistema lingüístico nem deficiente, nem inerentemente inferior a outras variedades.

Objetivamente, a ação pedagógica reveste-se, assim, de violência simbólica, pois decorre da imposição, por um poder arbitrário, de uma cultura também arbitrariamente selecionada e que de alguma forma pode ser deduzida de princípios universais. Na realidade, essa seleção é arbitrária porque se baseia nas relações de força entre os grupos sociais (Bourdieu & Passeron, em Camacho, 2000).

A escola não reconhece a legitimidade da variação lingüística e a transforma em “erro” e patologia, insistindo em medicalizar o fracasso escolar encaminhando estes alunos aos consultórios de psicologia, fonoaudiologia e psiquiatria resultando tais encaminhamentos em exclusão escolar, o que Labov em 1964 já havia identificado como um conflito entre a norma ensinada pela escola e a fala que identifica com a comunidade.

A tradição pedagógica replica que, na prática de quem educa, há uma e somente uma língua correta e eficaz a todas as circunstâncias de interação. Essa variedade de linguagem é, com efeito, uma forma institucionalizada de imposição e que, por isso, adquire o direito de ser a língua, restando às demais variedades, cuidados repressivos. Pode-se dizer, então, que, da fusão numa coisa só e indiscriminada de língua e variedade, a norma acaba passando por um padrão neutro e universal, modo de existência próprio dos mecanismos tipicamente ideológicos. As marcas são fortes e profundas.

O sentimento de aversão que a pedagogia da língua cria é de tal monta que os danos podem ser irreversíveis. A ignorância da variação lingüística constitui um dos desafios psicopedagógicos contemporâneos, como os estudos realizados por pesquisadores que identificaram muitos alunos avaliados como deficientes mentais, fazendo-os freqüentar classes especiais, por tratarem variações lingüísticas como “déficit cognitivo”, Fernandes (2000)



A SOCIOLINGÜÍSTICA COMO CIÊNCIA INCLUSIVISTA

A afirmação de que a Sociolingüística é uma ciência inclusivista decorre de uma aproximação teórica com os princípios da Educação Inclusiva no qual o respeito à diversidade humana em seus diferentes aspectos sejam eles sociais, culturais, étnicos, ideológicos, incluindo-se também o aspecto da deficiência física, mental ou sensorial passam a ser valorizados no contexto educacional. A Educação Inclusiva surge como proposta pelos governos para a garantia do acesso à educação a estas populações historicamente marginalizadas, por conta de preconceitos e relações verticais hegemônicas.

Surgiram nos cenários internacional e nacional convenções, pactos e declarações para reafirmar estes princípios, tais como a Declaração de Jontien (1990), Salamanca (1994), e mais recentemente: a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira (1996), o Plano Nacional de Educação (2001), e o Decreto 5296 (2004). Estes documentos foram analisados em Orrico (2005) que apontou a necessidade de enfrentamento do preconceito lingüístico e atitudinal, pois a garantia do texto da lei na práxis não são viabilizadas ações inclusivas.

Neste sentido no contexto educacional observa-se diferentes matizes: o contexto variacional ligado aos aspectos lingüísticos e situações de fala e linguagem diferenciadas. A comunicação de um aluno com disfemia se constitui numa diferença de comunicação a ser relativizada num ato de leitura. Outro exemplo que podemos citar é do aluno com paralisia cerebral, onde suas funções intelectuais preservadas são impactadas por funções motoras prejudicadas resultando em uma fala disártrica e uma grafia comprometida por problemas motores.

Sintomas como ecolalia, nos alunos com psicose ou autismo repercutem na audiência, no momento de leitura ou de resposta a uma questão formulada pelo professor.

Não se trata de nomear as “reais” patologias como variantes lingüísticas, mas demonstrar ou evidenciar que suas formas e padrões de comunicação são tão válidos como os “padrões” considerados normais.

Em relação a surdez, o preconceito lingüístico se manifesta em direção a uma outra língua, sendo os surdos excluídos lingüística, social e culturalmente.

Proposições como as constantes na Lei 10436/2002 e na portaria 3284/2003 onde se reconhece a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) demonstram que ela é plena e eficaz enquanto língua; porém em que pese a lei, ainda não foram criados mecanismos de ação no sentido da garantia do direito lingüístico no alcance de sua efetivação, ou seja, flexibilizar a correção de provas de língua portuguesa aplicadas a alunos surdos considerando suas particularidades de usuários de LIBRAS e suas dificuldades para a escrita da língua portuguesa.

Assim sendo, as peculiaridades do alunado com deficiência no que diz respeito a norma culta é do mesmo ponto de vista da sociolingüística passível de uma apreciação mais atenta.

O pressuposto do respeito às diferenças, às variantes lingüísticas fazem a nosso ver a sociolingüística como uma ciência que muito poderá contribuir no sentido da melhor compreensão por parte dos educadores acerca da necessidade de construção de estratégias pedagógicas que possam atender às peculiaridades lingüísticas de alunos usuários de variedades lingüísticas oriundas de questões diafrásticas, diatópicas ou de deficiências físicas e sensoriais.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALKMIN,T.M. Sociolingüística- parte I. In MUSSALIN e BENTES. Introdução à Lingüística: domínios e fronteiras, v.1, 3ª ed. São Paulo: Cortez, 2000.

CAMACHO, J. Sociolingüística parte II. In MUSSALIN e BENTES. Introdução à Lingüística: domínios e fronteiras, v.1, 3ªed. São Paulo: Cortez, 2000.

FERNANDES, E. Um estudo descritivo da aplicação do paradigma da Associação Americana de Retardo na comunidade de Barro Branco. Tese de Doutorado em Ciências. Rio de Janeiro: FIOCRUZ, 2000.

ORRICO, H. Inclusão social da pessoa portadora de deficiência: discurso e práxis institucional. Dissertação de Mestrado em Cognição e Linguagem. Campos dos Goitacazes: Universidade Estadual do Norte Fluminense, 2005.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Vc Sabe o valor da Gratidão...

Uma mensagem para lembramos por toda a vida...
Com muito Carinho: Alainy Dace



No mês de agosto de 2001, Moshê (nome fictício), um bem sucedido empresário
judeu, viajou para Israel a negócios.
Na quinta feira, dia nove, entre uma reunião e outra, o empresário
aproveitou para ir fazer um lanche rápido em uma pizzaria na esquina das
ruas Yafo e Mêlech George no centro de Jerusalém.
O estabelecimento estava superlotado. Logo ao entrar na pizzaria, Moshê
percebeu que teria que esperar muito tempo numa enorme fila, se realmente
desejasse comer alguma coisa - mas ele não dispunha de tanto tempo.
Indeciso e impaciente, pôs-se a ziguezaguear por perto do balcão de pedidos,
esperando que alguma solução caísse do céu.
Percebendo a angústia do estrangeiro, um israelense perguntou-lhe se ele
aceitaria entrar na fila na sua frente. Mais do que agradecido, Moshê
aceitou. Fez seu pedido, comeu rapidamente e saiu em direção à sua próxima
reunião. Menos de dois minutos após ter saído, ele ouviu um estrondo
aterrorizador.
Assustado, perguntou a um rapaz que vinha pelo mesmo caminho que ele acabara

de percorrer o que acontecera. O jovem disse que um homem-bomba acabara de
detonar uma bomba na pizzaria Sbarro`s.

Moshê ficou branco. Por apenas dois minutos ele escapara do atentado.
Imediatamente lembrou do homem israelense que lhe oferecera o lugar na fila.

Certamente ele ainda estava na pizzaria.
Aquele sujeito salvara a sua vida e agora poderia estar morto.
Atemorizado, correu para o local do atentado para verificar se aquele homem
necessitava de ajuda. Mas encontrou uma situação caótica no local.

A Jihad Islâmica enchera a bomba do suicida com milhares de pregos para
aumentar seu poder destrutivo. Além do terrorista, de vinte e três anos,
outras dezoito pessoas morreram, sendo seis crianças. Cerca de outras
noventa pessoas ficaram feridas, algumas em condições críticas.

As cadeiras do restaurante estavam espalhadas pela calçada.
Pessoas gritavam e acotovelavam-se na rua, algumas em pânico, outras
tentando ajudar de alguma forma.
Entre feridos e mortos estendidos pelo chão, vítimas ensangüentadas eram
socorridas por policiais e voluntários. Uma mulher com um bebê coberto de
sangue implorava por ajuda.
Um dispositivo adicional já estava sendo desmontado pelo exército.

Moshê procurou seu "salvador" entre as sirenes sem fim, mas não conseguiu
encontrá-lo.
Ele decidiu que tentaria de todas as formas saber o que acontecera com o
israelense que lhe salvara a vida. Moshê estava vivo por causa dele.

Precisava saber o que acontecera, se ele precisava de alguma ajuda e, acima
de tudo, agradecer-lhe por sua vida.
O senso de gratidão fez com que esquecesse da importante reunião que o
aguardava.
Ele começou a percorrer os hospitais da região, para onde tinham sido
levados os feridos no atentado.
Finalmente encontrou o israelense num leito de um dos hospitais. Ele estava
ferido, mas não corria risco de vida.
Moshê conversou com o filho daquele homem, que já estava acompanhando seu
pai, e contou tudo o que acontecera. Disse que faria tudo que fosse preciso
por ele. Que estava extremamente grato àquele homem e que lhe devia sua
vida. Depois de alguns momentos, Moshê se despediu do rapaz e deixou seu
cartão com ele. Caso seu pai necessitasse de qualquer tipo de ajuda, o jovem

não deveria hesitar em comunicá-lo.

Quase um mês depois, Moshê recebeu um telefonema em seu escritório em Nova
Iorque daquele rapaz, contando que seu pai precisava de uma operação de
emergência. Segundo especialistas, o melhor hospital para fazer aquela
delicada cirurgia fica em Boston, Massachussets.

Moshê não hesitou. Arrumou tudo para que a cirurgia fosse realizada dentro
de poucos dias.
Além disso, fez questão de ir pessoalmente receber e acompanhar seu amigo em

Boston, que fica a uma hora de avião de Nova Iorque.

Talvez outra pessoa não tivesse feito tantos esforços apenas pelo senso de
gratidão. Outra pessoa poderia ter dito "Afinal, ele não teve intenção de
salvar a minha vida: apenas me ofereceu um lugar na fila ."

Mas não Moshê. Ele se sentia profundamente grato, mesmo um mês após o
atentado. E ele sabia como retribuir um favor.

Naquela manhã de terça-feira, Moshê foi pessoalmente acompanhar seu amigo -
e deixou de ir trabalhar. Sendo assim, pouco antes das nove horas da manhã,
naquele dia onze de setembro de 2001. Moshê não estava no seu escritório no
101º andar do World Trade Center Twin Towers.

(Relatado em palestra
do Rabino Issocher Frand)